domingo, 28 de abril de 2013

Meu maior presente


Se eu olhar pra trás
Verei na minha estrada
As curvas e atalhos
Onde, às vezes, me perdi
E onde eu também achei
O meu maior presente
Aquele que eu guardo
E vivo a cada amanhecer

Foi você quem deu
Ou quem soube, ao menos, me mostrar
Uma imensidão de cores no olhar
Foi você quem leu
O que já estava escrito em mim
E me ajudou a descobrir...




sexta-feira, 26 de abril de 2013

Paciência








Sinto uma calma na alma, mas ao mesmo tempo, uma angústia nas minhas expectativas. Medo de cair, fracassar e não conseguir atingir certos metas que eu mesma criei pra mim.  Como se eu as tivessem , mas ainda não encontrei o melhor caminho para alcança-las. Me mexo pra um lado, me mexo pro outro, mas no fim das contas não chego a lugar algum. Dizem que o tempo é Rei. Acho que vou dar esse tempo ao tempo. Paciência é a palavra chave e de ordem nos meus próximos dias e meses...


TM





segunda-feira, 22 de abril de 2013

Viagem da vida


Aposte nos seus inícios. Invista nos seus meios. Não tenha pressa de chegar aos seus fins. A viagem da vida já é rápida o suficiente. Aproveite a oportunidade.  Desfrute a paisagem.


 Lígia Guerra








segunda-feira, 8 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Uma mulher independente te assusta?


"Estava autografando meu livro quando uma senhora alta, elegante, já bem madura, chegou sorridente pra mim e disse: "Te acho uma mulher fenomenal". Eu, toda sorrisos, tomei o livro que ela tinha em mãos e me preparei para escrever uma dedicatória bem carinhosa. Ela então complementou: "Mas eu não  queria ser casada contigo - tu és muito independente!" Concluí a dedicatória, agradeci a gentil presença dela, enquanto que meu coração começou a bater de forma um pouco mais lenta. O que estou sentindo? Perguntei a mim mesma, em silêncio. Tristeza, respondi a mim mesma, em silêncio, enquanto a próxima pessoa da fila se aproximava. Em que eu seria mais independente do que qualquer outra mulher? Quase todas as que conheço trabalham, ganham seu próprio sustento, defendem suas opiniões e votam em seus próprios candidatos. Algumas não gostam de ir ao cinema sozinha, já eu não me importo.  Poucas moraram sozinhas antes de casar, eu morei. Quase nenhuma, que eu lembre, viajou sozinha, eu já. E nisso consta toda minha independência, o que não me parece suficiente para assustar ninguém. Fico imaginando que essa tal "mulher independente", aos olhos dos outros, pareça ser uma pessoa que nunca precise de ninguém, que nunca peça apoio, que jamais chore, que não tenha dúvidas, que não valorize um cafuné. Enfim, um bloco de cimento.  Quando eu comecei a ter idade pra sonhar com independência, passei a ler afoitamente os livros de Marina Colasanti - foram eles que me ensinaram a importância de abrir mão de tutelas e a se colocar na vida com uma postura própria, autônoma, mas nem por isso menos amorosa e sensível. Independência nada mais é do que ter poder de escolha. Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo suas necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de se viver um grande amor. Independência não é sinônimo de solidão. É sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quem quero, porque quero. Sobre a  questão da independência afugentar os homens, Marina Colasanti brincava: "Se isso for verdade, então ficarão longe de nós os competitivos, os que sonham com mulheres submissas, os que não são muito seguros de si. Que ótima triagem". Infelizmente, a ameaça que aquela senhora acredita que as  independentes representam não é um pensamento arcaico: no aqui e agora ainda há quem acredite que ser um bibelô (ou fazer-se de) tem lá suas vantagens. Eu não vejo quais. Acredito que a independência feminina é estimulante, alegre, desafiadora, vital, enfim, uma qualidade que promove movimentação e avanço à sociedade como um todo e aos familiares e amigos em particular. "Eu preciso de você" talvez seja uma frase que os homens estejam  escutando pouco de nós, e isso talvez lhes esteja fazendo falta. Por outro lado, nunca o "eu amo você" foi pronunciado com tanta verdade."


MEDEIROS, Martha. A mulher independente. In: Feliz por nada.